Sem sangue não há vida
- Verbalizando

- 11 de jun. de 2023
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Atualizado: 11 de jun. de 2023
A importância da doação de sangue, em especial para pessoas com Talassemia.
A conscientização da importância da doação de sangue aos hemocentros é reforçada no Dia Mundial do Doador de Sangue, em 14 de junho. Por ser um tecido responsável por diversas funções vitais, como na oxigenação dos órgãos e na defesa do organismo contra infecções, pessoas com alguns tipos de doenças necessitam constantemente de transfusões sanguíneas. Entre esse grupo de doenças está a Talassemia, uma anemia hereditária e pertencente às enfermidades da classe das hemoglobinopatias.
"As Talassemias são um grupo diferente de doenças, que a gente enquadra no mesmo nome, mas são alterações de um grupo de proteínas que a gente tem, que formam a hemoglobina, chamada também de globina. Existem várias globinas diferentes: a Alfa a Beta, Delta. Então, cada uma nomeia um tipo de Talassemia". Explica o médico hematologista do ambulatório da Fundação Hemominas Thiago Ferreira.
Confira no vídeo a explicação completa sobre a doença:
Esse problema na produção da hemoglobina resulta na formação de hemácias com uma vida útil menor do que se é esperado, comprometendo o fluxo de oxigênio no corpo, levando o indivíduo a desenvolver a patologia. “A hemácia do paciente talassêmico vai viver vinte, trinta, quarenta, sessenta dias, dependendo do defeito que ela tiver, da intensidade do defeito. Então, a gente tem pacientes com quadros clínicos muito diferentes. Desde casos mais graves, severos, com uma anemia muito importante, onde fazemos o diagnóstico no primeiro ano de vida, e o paciente depende da transfusão para sobreviver; até casos mais leves, o que costumamos chamar de traço de talassemia .O paciente vai ter uma doença que clinicamente não vai ter sintoma nenhum e só vamos ver a doença dele nos exames de sangue de rotina”, pondera Thiago.
No Hemominas Juiz de Fora, que atende a cidade e toda Zona da Mata na doação de sangue, hoje apenas uma pessoa recebe o tratamento para um tipo grave de talassemia. Em seu relato, o paciente, que preferiu manter o anonimato, disse:
“Sangue é Vida! Se não fosse as doações de sangue, eu não estaria vivo.”
O paciente que devido à enfermidade necessita de transfusões quinzenalmente, conta que às vezes fazer coisas simples, como trabalhar e fazer exercícios, acabam sendo mais difíceis se comparado a outras pessoas. Ele também revela que o cansaço é uma barreira para quem luta contra as doenças do sangue: “Minha maior dificuldade é o cansaço de alguns dias, além do fato de ter que andar duzentos quilômetros para tomar as transfusões. Este paciente também necessita de receber outros tratamentos, como quelação de ferro, tratamento hormonal, além de acompanhamento do coração, fígado, rins e visão para minimizar os efeitos colaterais do procedimento. Sobre isso, o médico relata:
"O tratamento depende do quadro clínico. Os pacientes mais graves dependem da transfusão de sangue repetitiva para que a gente possa manter a hemoglobina mais alta e reduzir as complicações da doença. Mas o problema desse tratamento de transfusão crônica é que a gente coloca o paciente em risco de outras complicações, que são relacionadas à sobrecarga transfusional, principalmente da sobrecarga do ferro. Já os pacientes que têm a talassemia que não dependem da transfusão, a gente vai acompanhar, pois eles podem ter um quadro clínico com algumas complicações específicas, como infecção, trombose, alterações ósseas, cálculo de vesícula biliar e outras coisas.”
Mas as notícias recentes são boas. O hematologista menciona novas pesquisas que podem trazer a cura para os pacientes, como a terapia genética. Veja o vídeo.
Hemocentro Regional precisa de doações
Sangue é uma palavra de apenas seis letras, mas que tem um valor imensurável para a existência do ser humano.
"O Sangue é um remédio valiosíssimo mas que só o corpo humano produz. Ninguém nunca viu nenhuma farmácia fazendo o comércio do sangue e nem nenhum laboratório produzindo o sangue. Somente o corpo humano tem essa capacidade"
Esse é o relato da assistente social do Departamento de Captação de Doadores de Sangue da Fundação Hemominas em Juiz de Fora,Claudia Alana, que convoca as pessoas a doarem sangue. Segundo ela, se 5% da população brasileira, que esteja saudável, doasse sangue uma vez ao ano, não faltaria sangue nos hemocentros.
A captadora afirma que o banco de sangue de Juiz de Fora está passando por dificuldades desde o início da pandemia de Covid-19. O hemocentro, que atende 57 hospitais em 27 cidades da região, hoje está trabalhando com apenas 30% da sua capacidade total. “Daqui saem, em média, 6 mil bolsas de hemocomponentes por mês. Dessa forma, a gente precisa receber cerca de 140 a 160 doadores por dia para atender essa demanda [...]. Desde a pandemia o estoque está muito baixo. A gente achou que com o término dela a situação ia melhorar, mas infelizmente isso não aconteceu.”Confira o vídeo.
Claudia também relata que: todo tipo sanguíneo é importante. “O ideal é que cada paciente que necessite de transfusão receba o sangue do mesmo tipo dele. Mas o que hoje estamos passando por maior aperto é o O positivo e negativo e o A positivo e negativo”. A assistente social finaliza fazendo um convite a todo cidadão saudável. Veja no vídeo
O Hemominas tem um canal para o agendamento da doação de sangue: https://www.mg.gov.br/agendamento_servico/doacao-de-sangue.
O Hemocentro de Juiz de Fora fica localizado na rua Barão de Cataguases, perto do Palácio da Saúde. O horário de funcionamento é de segunda a sexta Feira, das sete da manhã às seis da tarde.
E se você quer saber mais sobre a Talassemia, acesse o site: https://abrasta.org.br/




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